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HOG na mídia: Dr. Renato Braz Dias é destaque em matéria sobre Degeneração Macular

hog na mídia - jornal da comunidade - matéria De Olho na Mácula (degeneração macular) Renato Braz Dias

Em reportagem veiculada no Jornal da Comunidade sobre Degeneração Macular, nosso Sócio-diretor e chefe do departamento de Retina e Vítreo do Grupo INOB colaborou com a matéria após participar do 40º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo em que o assunto foi amplamente discutido.

Veja o texto na íntegra:

 

DEGENERAÇÃO MACULAR

Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo apresenta novidades para o tratamento de doença oftalmológica

 

Parte central e mais importante da retina, a Mácula é responsável pelo fornecimento de detalhes e cores da visão humana. Problemas na mácula que podem surgir, mais comumente com o avançar dos anos, correspondem a cerca de 20% dos atendimentos no departamento de Retina de centros oftalmológicos. Relevante, o assunto mereceu especial atenção durante o 40º Congresso, realizado em Florianópolis de 18 a 20 de abril.

 

            Especialista em mácula e chefe do departamento de Retina e Vítreo do Grupo INOB (Hospitais INOB e HOG), o dr Renato Braz Dias foi um dos médicos de Brasília a participar do Congresso. “Discutimos os avanços na área. Na parte cirúrgica há novos aparelhos e instrumentais e, na parte clínica, resultados de longo prazo com o uso das novas drogas, além de estudos comparativos do uso destas drogas na maculopatia diabética”, explica.

Como esclareceu o médico, dentre as ocorrências mais comuns no que se refere à mácula, está a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que pode ser seca ou atrófica– mais comum e branda—, ou úmida ou exsudativa, — mais rara e grave. “Ela pode ocorrer após os 50 anos de idade e é a principal causa de cegueira irreversível em pacientes acima de 55 anos no mundo. Felizmente, é tratável, ainda mais se diagnosticada no início. Quanto maior a idade, maior a ocorrência. Em 35% dos pacientes com 75 anos ou mais observamos algum grau de DMRI”, informa.

Além do DMRI, a mácula pode ser acometida de outros sérios problemas. Entre eles está a tração vítreo macular (espectro onde acontece o buraco macular). Normalmente, o vítreo que é gelatinoso no início da vida e vai passando por um processo de liquefação, podendo se soltar da retina. No caso da síndrome da tração vítreo, ele se mantém preso à retina, tracionando-a e formando um pequeno buraco no centro da mácula: o buraco macular.

MEDICAMENTO

Lançado, recentemente, no Brasil e bastante festejada no evento, a Ocriplasmina, nome comercial Jetrea, já é utilizado nos Estados Unidos há cerca de dois anos. A Ocriplasmina provoca o descolamento do vitreo da mácula, melhorando os sintomas como a baixa da acuidade visual central (dificuldade de ver detalhes) e distorção das imagens (ao olhar para uma linha reta e pessoa a enxerga curva no centro “É um avanço muito grande por ser uma alternativa à cirurgia, que é o tratamento tradicional. Em casos de buracos maculares foi observada eficácia de até 70%. No caso de não obtermos bons resultados com o medicamento após um mês, a saída ainda é a cirurgia, que é muito efetiva, porém bastante incômoda para o paciente no pós operatório, pois requer o posicionamento da cabeça, olhando para o chão, durante boa parte dos três primeiros dias após o procedimento”, esclarece o especialista.

A Ocriplasmina, ao lado de outros medicamentos, reforça os avanços no tratamento das doenças da mácula. Nos últimos anos, o mercado passou a contar, também, com  antiangiogênicos eficientes no tratamento da DMRI Exsudativa, Retinopatia Diabética e oclusões vasculares da retina. Entre estas drogas estão o Ranibizumab (Lucentis) e o Aflibercept (Eylia). Mais recentemente, há um ano, chegou ao país o Ozurdex, implante de microcápsula, com membrana permeável, que permite a liberação lenta e contínua do corticoide dexametasona, um grande aliado no tratamento de edema macular diabético, edema macular secundário, oclusões venosas da retina e uveítes não infecciosas.

 

TECNOLOGIA

Outra boa nova é um equipamento que auxilia no diagnóstico, principalmente, de casos de DMRI exsudativa. “Trata-se de um OCT (Tomografia de Coerência Óptica) de última geração que permitirá a avaliação dos vasos sanguíneos maculares (angiografia) sem a utilização do contraste. Por ser muito veloz na aquisição das imagens poderemos detectar o movimento das hemácias dentro dos vasos sanguíneos e assim identificar vasos normais e anormais. Em cerca de dois meses vamos oferecer mais esse benefício aos nossos pacientes”, adianta o oftalmologista.

 

Sintomas

  • Embaçamento da visão central
  • Distorção de linhas retas
  • Pontos cegos no campo visual central

 

Fatores de risco

  • Histórico familiar
  • Pessoas brancas, de olhos claros
  • Idade (a partir do 50 anos, em média)
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Diabetes e pressão alta
  • Exposição solar sem proteção ocular correta